qui., 12 de mar. | Aliança Francesa de Brasília

Prêmio de Fotografia AF - Exposição Fronteiras

O Prix Photo Aliança Francesa é um concurso nacional de fotografia aberto a todas e todos, profissionais e amadores. O tema selecionado para essa edição são as fronteiras.
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Prêmio de Fotografia AF - Exposição Fronteiras

Horário e local

12 de mar. de 2020 19:00 – 30 de abr. de 2020 23:20
Aliança Francesa de Brasília, SEPS Q 708/908 - Asa Sul, Brasília - DF, Brasil

Sobre o evento

O Prix Photo Aliança Francesa é um concurso nacional de fotografia aberto a todas e todos, profissionais e amadores. Através de temas da atualidade, um eco das grandes questões de nosso tempo, desejamos valorizar propostas artísticas originais, experimentais, sejam abstratas ou documentais, e que ofereçam um olhar diferenciado. “Estamos assistindo à reafirmação das fronteiras, que nunca chegaram a desaparecer”, Michel Foucher, geógrafo e diplomata francês

O tema selecionado para essa edição são as fronteiras. A França possui sua maior fronteira terrestre justamente com o Brasil. Trata-se, aqui, da fronteira na sua acepção mais tradicional, como limite, marco ou linha divisória entre dois países. Uma linha, a princípio, invisível, resultado de tratados internacionais, que, no entanto, vem ganhando materialidade em certas regiões do mundo, como o ilustra o polêmico muro erguido entre o México e os Estados Unidos. A fronteira pode ser percebida, igualmente, como ponto de contato, de trocas ou, até mesmo, de fusão com o outro, com o que é diferente, com a alteridade. Em sentido mais amplo, a fronteira pode, também, remeter à ideia de descoberta, de exploração e de inovação. No campo das artes, a fronteira pode ser compreendida como o tênue limite entre técnicas e olhares: preto e branco/cor, analógico/digital, ficção/realidade.

O resultado do concurso apresenta como primeiro lugar do júri oficial o ensaio “A Sobrevivência dos Vagalumes”, de Osmar Gonçalves dos Reis Filho (Fortaleza, CE), que discute os limites das fronteiras nas ruas de cidades da América Latina, fotografadas à noite. Segundo o autor, “me surpreendo com o grande número de ambulantes povoando as praças, ocupando as calçadas, disputando cada centímetro vago nas esquinas. Envoltos na penumbra, eles emergem como vagalumes, como pequenos seres luminescentes, erráticos que, por meio de seus gestos nômades, afirmam outros modos de compreensão da cidade, outras formas de viver e praticar o espaço urbano.” O segundo lugar do júri oficial, o ensaio “Tempo Presente” de Kitty Paranaguá (Rio de Janeiro, RJ), traz à tona uma visão poética do tema. Segundo a autora, “o foco do projeto é o embate homem, arquitetura, fronteira, natureza e todo o drama e a poesia que envolvem esta luta.” As consequências das mudanças climáticas, fruto da intervenção do homem sobre a natureza, criam uma metáfora com a realidade dos dias de hoje, quando as fronteiras se tornam cada vez mais tênues.Além dos dois primeiros colocados, destacou-se o ensaio “Favelicidade”, de Luiz Baltar (Rio de Janeiro, RJ), ao qual foi conferida uma menção honrosa. O fotógrafo documenta a construção das paisagens, sociais e políticas, fundamentadas em memórias pessoais e coletivas do cotidiano das favelas do Rio de Janeiro e “as fronteiras invisíveis de uma cidade partida”.

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