Marcel Pagnol et ses deux romans: Jean de Florette et Manon des sources

Atualizado: Abr 20

por Robson Adriano


Marcel Pagnol nasceu em 28 de fevereiro de 1895, em Aubagne, perto de Marselha (França). Estudou línguas clássicas nas Universidades de Marselha e Montpellier e atuou como professor de inglês.


Estreou como dramaturgo em 1926, em Paris, com Les marchands de gloire, uma sátira ambientada durante e após a Primeira Guerra Mundial. Depois vieram Jazz (1927), Topaze (1928), Marius (1929) e Fanny (1931). Em 1930, Pagnol descobriu as possibilidades do “cinema falado", que considerou "teatro em lata".


Ele é amplamente criticado por isso, mas seus primeiros filmes ofereceram ao público francês uma visão popular e realista do mundo, e uma preocupação com questões regionais em filmes como Angèle (1934), César (1936), Regain (1937), La femme du boulanger (1938), Naïs (1945) e Manon des Sources (1952). Ouça o especial Marcel Pagnol et le cinéma - Émission "Projection privée" sur France-Culture le 23 avril 2011:

Em 1957, ele começou a escrever Memórias da infância, uma homenagem à sua região natal, a Provença. Com a chegada dos anos 1960, a Nouvelle vague (movimento artístico do cinema francês) redescobriu o cinema de Pagnol e saudou seu trabalho como um precursor do neorrealismo italiano.


Em 1946, ingressou na Academia Francesa e foi nomeado Grande Oficial da Legião de Honra, entre outros prêmios e homenagens.


Marcel Pagnol morreu em 18 de abril de 1974, em Paris.

Entre suas obras literárias destacam-se:

  • Le Temps des amours (1977)

  • Le Temps des secrets (1960)

  • Le Château de ma mère (1957)

  • La Gloire de mon père (1957)

  • Fabien (1956)

  • Judas (1955)

  • César (1936)

  • Fanny (1932)

  • Topaze (1930)

  • Marius (1929)

  • La Petite Fille aux yeux sombres (1921)


Alguns filmes de Marcel Pagnol:

  • Les Lettres de mon moulin (1954)

  • Manon des sources (1953)

  • La Prière aux étoiles (1941)

  • Regain (1937)

  • César (1936)

  • Topaze (1936)

  • Cigalon (1935)

  • Le Gendre de Monsieur Poirier (1933)

  • Jofrei (1933)


Manon des sources (Claude Berri) O castelo de minha mãe (Yves Robert)

Jean de Florette (Claude Berri) A glória de meu pai (Yves Robert)



Resumo de Jean de Florette


Em Bastides Branches, uma pequena aldeia de 150 pessoas, em Provença, onde odiavam aqueles que vinham de Crespin, Jean Cadoret, o corcunda, se instalava na fazenda de Alecrim. Ninguém falava com ele a respeito da fonte oculta, o que facilitava as manobras do soberano da vila, apelidado Papet, e de seu sobrinho Ugolin. Estes pretendiam comprar de Jean de Florette a propriedade por um valor inferior.


Jean de Florette, primeiro volume das águas das colinas, marca, trinta anos depois, o regresso de Pagnol ao romance. É a epopeia da água como fonte de vida e nutrição, sem a qual nada é possível. Marcel Pagnol desenvolve a história do pai de Manon, evocando um passado de tramas e segredos, com diálogos saborosos e a prosa tão clara como nas lembranças da infância. Quanto a Papet e Ugolin, engraçados e assustadores, eles estão entre as criações mais complexas de pagnol. Ter bloqueado a fonte, não seria criminoso, mas sim por um propósito maior: a produção dos cravos. Por esta razão tudo poderia ser admitido, até mesmo as mortes que, talvez, cairiam no esquecimento…


Bande annonce du film Jean de Florette

Resumo de Manon des sources:

Após a morte do corcunda e a venda do Alecrim (pequena propriedade), Manon e sua mãe instalam-se na gruta Batista. Alguns anos depois, Manon encontra a oportunidade de se vingar.


Pagnol muitas vezes se adaptou, passando facilmente do teatro para o cinema. Aqui, ele vai por outro caminho e adapta o filme a um romance: Manon des sources (1963), segunda parte de Eau des Collines, é a "mise en roman" do filme Homônimo, rodado dez anos antes. Encontramos todos as personagens e ficamos surpresos ao ver que os diálogos, muitas vezes, são, palavra por palavra, os mesmos. encaixa-se bem tanto na página quanto na tela. Manon des sources será uma espécie de testamento: Pagnol jamais fará Jean de Florette e não escreveu mais ficção.

"O murmúrio era mais alto, era uma canção sonante e cristalina… Ela parou, ergueu a pequena chama acima da cabeça e viu no chão uma estrela a dançar: enquanto se abaixava, um rosto veio até ela, e era dela. "


Deuxième partie Manon des sources


Film La gloire de mon père


Deuxième partie Le château de ma mère


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