Simone de Beauvoir: Tous les hommes sont mortels

por Robson Adriano

Simone Lucie Ernestine de Marie Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, no dia 9 de janeiro de 1908. Escritora, filósofa existencialista, memorialista e feminista, considerada uma das maiores representantes do existencialismo na França. Estudou no Institut Adeline Désir, uma escola católica para meninas, em 1925 ingressou no curso de matemática do instituto Católico de Paris e em seguida, no curso de literatura de línguas no Institut Sainte-Marie. Também estudou filosofia na Universidade de Sorbone, onde teve contato com outros intelectuais como René Maheu e Jean-Paul Sartre, com que manteve um longo e polêmico relacionamento.


Beauvoir é considerada um símbolo do “Feminismo” com sua obra Le deuxième Sexe (1949), o principal livro da escritora, que representou uma desconstrução para os padrões impostos pela sociedade e pela Igreja da época. A obra alcançou repercussão internacional e marcou toda uma geração interessada, como a autora, na abolição das questões ligadas à opressão feminina em busca da independência da mulher diante da sociedade, com importantes reflexões sobre o existencialismo e a desigualdade entre homens e mulheres.


Resumo de Tous les hommes sont mortels



“Se nos oferecessem imortalidade na terra, quem aceitaria esse árduo presente? Pergunta Jean-Jacques Rousseau em Emile. Este livro é a história de um homem que aceitou”.


O livro Tous les hommes sont mortels (1946), conta a história de Fosca, rei de Carmona, personagem nascido no ano de 1279 (séc. XIII), que em uma situação de ameaça dos genoveses, o rei bebe a poção da imortalidade e compreende assim a maldição de ser condenado a viver para sempre.


A história se apresenta pelo foco narrativo em primeira e terceira pessoa e nos descreve a personagem “Regina” numa narrativa que se mistura com monólogos indiretos, mas é através dela que conheceremos o rei Fosca. Entorno dos dois personagens é que se desenvolve o enredo, onde o narrador deixa claro o anseio de Regina pela imortalidade e as obrigações do rei Fosca que desenvolve uma capacidade de ouvir vozes e conselhos de sabedoria que o acompanharão durante o romance…


A obra é feita por personagens redondos e uma narrativa miscigenada que, por vezes, muda o tempo da narrativa, ora em terceira pessoa, ora em primeira. Ela é preenchida de monólogos interiores e lembranças. É grandioso e oferece ao leitor momentos de intensa reflexão que desestabiliza conceitos que, observados superficialmente, parecem óbvios, mas não são.


Existe realmente a vitória ou já nascemos todos derrotados? Todos esses e muitos outros temas oscilam dentro de nós durante a leitura da obra de Simone de Beauvoir, porque a história nos dá a visão da imortalidade não através de um mortal, que tanto a desejar; pois se assim fosse, nada de novo traria a narrativa; mas sim através de um imortal, levando o leitor a analisar de maneira mais cuidadosa e delicada os muitos assuntos apresentados, afinal, a imortalidade pode não ser tão boa quanto parece.


Frases da escritora:


- "Viver é envelhecer, nada mais."

- "Querer ser livre é também querer livres os outros."

- "O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos."

- "Nada, portanto, nos limitava, nada nos defina, nada nos sujeitava, nossa ligação com o mundo, nós é que as criamos, a liberdade era nossa própria substância."


Algumas das obras de Beauvoir:


  • Le deuxième Sexe

  • Les Mandarins

  • Mémoires d’une jeune fille rangée

  • Une morte très douce

  • Tout compte fait

  • La force de l’âge


Simone de Beauvoir - Interview Radio France


Qui était Simone de Beauvoir? Archive INA






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